quarta-feira, 13 de julho de 2011

Acreditar nas adversidades, ou virar o jogo apostando em si mesmo? Um papo com os alunos...

Hoje, lá na escola, tivemos um momento bem legal com os alunos. Nos sentamos em um círculo, professores e alunos e batemos um papo bastante próximo. A nossa ideia era  falarmos, com muita sinceridade, com os alunos e os ouvirmos também. Falamos das mudanças que estão ocorrendo nas turmas de B30 este ano (que são muitas - falta e troca de professores), falamos dos perfis da turmas, dos nossos perfis de professores, dos alunos que amadureceram, dos que precisam melhorar, do porque do espelho de classe (um mapa contendo os lugares dos alunos), etc.
Os alunos também tiveram essa oportunidade, porém, se manifestaram pouco, o que já era esperado, uma vez que ainda não lhes foram proporcionados muitos momentos onde tenham a oportunidade de falar e dizer o que pensam. Mesmo  assim, entendi o encontro e o trabalho da tarde de hoje como muito positivos. 
Gostaria de falar, hoje, em específico, de um dos alunos que, diga-se de passagem, sempre teve problemas de indisciplina ao longo dos anos. Hoje, incrivelmente, ele conseguiu ficar sentado e até falar das coisas que o estavam preocupando. 
Ao serem perguntados se gostaram de deixar de estudar no turno da manhã, passando para a tarde, com  alunos maiores, esse aluno conseguiu dizer que de manhã não haviam os grandes, que tinham repetido de ano. Deu a entender que os maiores "repetentes" ficavam querendo que ele agisse de acordo com a vontade deles. Isso acontece porque muitos alunos ao irem para o turno da tarde, começam a faltar e acabam repetindo de ano, tornando-se maiores que os outros colegas. Não são repetentes, porque não assistem mais da metade das aulas.
Ao ouvi-lo, lembrei de um adolescente da turma que havíamos atendido anteriormente, aquele é vítima de bowlling por parte de alguns colegas, exigindo várias intervenções por parte dos professores e do SOE. Em certo momento, ele resolveu reverter a situação e apostar em si mesmo, independente do que os outros diziam ou achavam. Passou a procurar os profes para resolver dúvidas e insistiu em corrigir seus erros, disparou em conhecimento, avançou muito e teve sua auto-estima recuperada tendo sido bastante reconhecido e citado hoje.
Contei essa história para o primeiro aluno, aquele que estava se sentindo intimidado por colegas maiores. Eu disse a ele que ninguém é capaz  de decidir por nós, que as palavras dos outros não tem o poder de modificar quem a gente é, quem a gente quer ser. Foi então que me usei como exemplo. Expliquei a todos que eu havia ficado um tempo afastada da escola, que a minha doença é na cabeça e que tomo remédio todos os dias e talvez tenha que tomar pra sempre. Deixei claro que tem pessoas que pensam que sou doidinha, dizem ou insinuam que não quero trabalhar e devem achar que tenho menos valor. Mas EU sei que gosto e sou ótima professora, gosto de trabalhar sim, tomo remédio sim, mas não sou pior ou melhor que ninguém, amo ser quem sou e reconheço o meu valor, assim como várias outras pessoas também reconhecem. Eu disse que acredito que é isso que importa! Aquilo que a gente planta, significa escolher, pelo menos em grande parte, o que iremos colher. Mesmo que hajam coisas que não podemos mudar...
Ninguém tem o direito de nos fazer acreditar ou agir de forma diferente daquela que escolhemos pra nós, não podemos é esquecer que ações geram consequências e as palavras tem força, mas não são mais fortes do que os nossos atos...

Que tal cada um acreditar mais em si???

Beijokas!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário