Olá!!! Hoje eu quero falar sobre alguns homens que eu amo...
O nome do primeiro que conheci, quando eu tinha 12 anos, é Fábio, e eu nem imaginava o lugar que ele iria ocupar HOJE na minha vida. A vida é mesmo muito engraçada e cheinha de surpresas!!!
O Carlinhos foi o primeiro de fato, aos 15 anos. Era e é um português baixinho, gordinho, careca e bigodudo. Uma pessoa tranquila e bastante gostosa de se conviver. Ele era, até certo ponto, bem reservado. Sua forma de me agradar era através de seu sorriso tímido, da troca de meia dúzia de palavras e, principalmente, com o churrasco de domingo. Sempre havia um pedaço de carne macio e bem assado, a mim reservado, que ele servia com muito orgulho. Um homem discreto, que acordava às 5h da manhã para abrir seu bar, localizado na Avenida Azenha em Porto Alegre, e a meia noite ainda tinha energia para passear com o cachorro. Apesar de sua discrição, no dia em que eu passei no vestibular ele ficou tão feliz, que catou foguetes, que haviam sobrado da festa de Ano Novo, e os estourou alucinadamente na varanda da casa de praia. Foi demais!!!
Enio foi o segundo, nos conhecemos quando eu tinha 20 anos. Ele era e é, um paulista, de Jundiaí, descendente de italianos, que adorava armas. Não à toa, tinha um estande de tiros e seu filho atirava como ninguém, mesmo não tendo a mesma paixão do pai. O Enio gostava de fazer todos pensarem que ele era uma pessoa difícil e rude. Estava sempre reclamando de algo. Na verdade, ele não sabia bem lidar com seus sentimentos e, por isso, acabava afastando quem ele mais queria ter por perto, seus filhos. Eu nunca deixei que aquela cara de "mau" me enganasse, e sempre o achei uma "manteiga derretida". Ele sempre demonstrou muito carinho por mim e me chamava, carinhosamente de "gaúcha fajuta", porque eu não comia carne (naquela época) e nem sabia fazer chimarrão. Eu emprestei um livro a ele, intitulado "Perdas Necessárias" e ele nunca quis devolvê-lo, resolvi encarar aquilo como uma "Perda Necessária" e fiquei bem orgulhosa por ele ter apreciado tanto aquela leitura.
Aos 27 anos conheci o Paulo Fernando, ele estava sempre de boina, andava com um cigarro pendurado em um dos cantos da boca, era de poucas palavras e fazia serviços de marcenaria em casa. Uma pessoa muito tímida! Quando ele tomava uma cervejinha, demonstrava seu enorme coração, chorava, dizia o que sentia e tentava se aproximar das pessoas que ele amava. Um dia ele sentou aos pés da minha cama e, chorando, me fez confidências, parecendo uma criança magoada. Naquele dia, ele conseguiu dizer o quanto gostava de mim. Demonstrava seu carinho enorme, tentando amenizar algumas situações e preparando algumas delícias na cozinha. Que saudade!!!
Com 28 anos entrei para a família do Ricardo, um Médico de Quaraí, uma cidade pequena do Rio Grande do Sul, que faz divisa com o Uruguai, ele trabalhava e trabalha como diretor de um Hospital aqui de Porto Alegre. Conhecido como pessoa de gênio difícil, eu me dei bem com ele desde o primeiro dia. Sempre demonstrou o quanto estava feliz com a minha presença e como ficava seguro ao saber que era eu quem cuidava da sua princesa, Júlia. Um dia eu resolvi contrariá-lo e ele me fez chorar, porém, assim que ficou sabendo da minha mágoa tratou de "consertá-la". É claro que ele não pediu desculpas, mas fez de tudo para que eu entendesse que (mesmo lhe sendo muito difícil fazer isso) ele estava se desculpando. A sua alegria era reunir a família em um bom restaurante ou em uma viagem. Uma pessoa muito especial e de coração mole, mas que tinha o dom de conseguir esconder isso dos seus filhos. Uma pessoa e tanto!!!
Aos 35 anos eu reencontrei o Fábio, um paulista, nem sei de que cidade daquele Estado, um sujeito simples, de sorriso largo e simpatia "latejante". Dono de uma inteligência admirável e muito "tino" para os negócios. Quando eu conheci esse sujeito, a quem hoje chamo, carinhosamente, de Gonçalves (que não é seu sobrenome - é um apelido) eu era uma adolescente, hoje sou uma mulher. Pra gente ver como a vida dá voltas. Ô se dá!!! Ele tem uma maneira inusitada de interagir comigo, que é, curiosamente, implicar todo o tempo, o tempo todo. Eu sei "lê-lo" bem, ele gosta de mim sim, porque EU só implico com quem em gosto, logo, imagino que ele faça o mesmo. Além disso, ele tem o dom de me faz sentir cuidada, protegida e querida. É um prazer estar na sua companhia!!! Eu adoro, declaradamente, o Gonçalves!!!
Mas, afinal!!! Vocês devem estar curiosos para saber quem são esses homens. Estou errada? Eles são pessoas que estiveram (e o Fábio está, apesar de dizer que os namoros do filho não passam de 6 meses :)), na minha vida, ocupando o lugar de SOGRO. Hoje eu comi uma feijoada, feita pelo meu sogro, que fará aniversário terça-feira, e o episódio me inspirou a escrever sobre ele e a pensar nas outras pessoas que ocuparam esse espaço na minha vida e sempre irão ocupar um lugar privilegiado no meu coração. Eu sempre tive muita sorte com os meus sogros, muito mais do que com os filhos deles, na verdade!!! ;)
Eu digo em alto e bom som: Como é bom ter um sogrinho!!!! ;)
Beijos e até a próxima!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário